Habilidades socioemocionais ganham força no mercado de trabalho

São atributos que não se aprende necessariamente em sala de aula, mas as instituições de ensino podem, sim, ajudar

Em um mercado de trabalho que se torna cada vez mais competitivo, apenas bons currículos e qualificações não são mais suficientes para conquistar a vaga desejada. Isso ocorre porque, atualmente, as empresas esperam também por outro tipo de competências em seus funcionários: as soft skills (ou habilidades comportamentais).

O mercado corporativo moderno valoriza cada vez mais pessoas com competências socioemocionais. Esse tipo de habilidade envolve empatia, trabalho em equipe, gestão do tempo e, o mais importante, relacionamento interpessoal. São atributos que não dá para adquirir estudando ou lendo teorias. Também não é o tipo de habilidade que se conquista apenas como traço de personalidade ou a partir da criação familiar. Porém, é possível desenvolver e melhorar sempre.

Uma pesquisa recente da revista Você S/A revelou que somente 13% das demissões têm a ver com as hard skills (ou habilidades técnicas), enquanto 87% estão diretamente ligadas a questões comportamentais, ou seja, à ausência de soft skills. As empresas contratam pelo currículo e demitem pelo comportamento.

Atualmente, além de verificar os atributos técnicos, os recrutadores buscam profissionais com soft skills bem desenvolvidas. Ao contrário das hard skills, que podem ser medidas por meio de testes simples e comprovadas através de certificados e diplomas, as soft skills possuem natureza intangível e difícil de mensurar. As soft skills são traços de personalidade que influenciam os relacionamentos no ambiente de trabalho e, consequentemente, a produtividade da equipe e da organização como um todo.

Em geral, é mais simples para o empregador ensinar uma competência técnica do que uma comportamental. E, no mundo de negócios contemporâneo, os colaboradores devem obrigatoriamente ser capazes de se adaptar rapidamente, trabalhar bem em equipe, superar desafios e lidar com adversidades externas.

A consciência das emoções e o desenvolvimento das competências comportamentais são fatores essenciais para o sucesso do indivíduo. Por outro lado, a incapacidade de gerenciar as próprias emoções pode prejudicar gravemente a performance profissional e o desempenho corporativo. É importante ressaltar que as habilidades são importantes para a vida como um todo. São benéficas para a vida acadêmica, e para o sucesso pessoal e profissional.

Principais tipos de soft skills

A demanda crescente por soft skills nas empresas também se explica pela tendência de queda das fronteiras entre as atribuições de cada profissão. Os profissionais de todas as áreas devem ser capazes de se adaptar, adquirir novos conhecimentos técnicos, características comportamentais e capacidade de atuar junto a colegas de formações e áreas diferentes.

Em 2017, a pesquisa global do Capgemini Digital Transformations Institute descobriu que 60% das organizações estão insatisfeitas com as soft skills de seus colaboradores. Veja quais são as habilidades mais usadas.

Autoconhecimento: capacidade de reconhecer com precisão as próprias emoções, pensamentos, valores e como eles influenciam o comportamento. Assim, pode-se avaliar com precisão os pontos fortes e as limitações de uma pessoa.

Autocontrole: capacidade de regular, com sucesso, as próprias emoções, os pensamentos e os comportamentos em diferentes situações. Administrar com eficiência o estresse, controlando os impulsos e motivando a si mesmo.

Empatia: tentar compreender sentimentos e emoções, procurando experimentar de forma objetiva e racional o que sente o outro indivíduo.

Relacionamento interpessoal: capacidade de estabelecer e manter relacionamentos saudáveis e gratificantes com diversos indivíduos e grupos. Promove as condições de se comunicar claramente, ouvir bem, cooperar com os outros, resistir às pressões da sociedade, negociar conflitos e procurar oferecer ajuda quando necessário.

Autonomia: refere-se à capacidade que os seres humanos apresentam de poder tomar decisões por si, sem ajuda do outro. É estar empoderado da capacidade de decidir de forma livre e espontânea.

Tomada de decisão: capacidade de fazer escolhas construtivas a partir do comportamento pessoal e suas interações sociais com base em padrões éticos, preocupações com segurança e normas sociais. Avaliar as consequências de várias ações e suas relações com o próprio bem-estar e dos outros.

Ética: é a condição do ser humano de avaliar a sua conduta ou a de outro ser humano com base nos valores de uma sociedade.Graças à ética sabemos diferenciar o que é bom e o que não é, se alguém é respeitável ou corrupto, leal ou indigno.

Responsabilidade: cumprir com o dever de assumir as consequências provenientes dos atos.Abrange uma amplitude de conceitos que têm relação com assumir as responsabilidades dos atos praticados de forma consciente e intencionada.

Criatividade: é a capacidade de usar habilidades para criar ferramentas ou adaptar-se ao meio. É encontrar respostas ou descobrir maneiras de inventar algo novo para melhorar a vida cotidiana.

O papel da escola no desenvolvimento das competências socioemocionais

A educação, cada vez mais, enxerga as pessoas em sua totalidade. Isso significa que os processos pedagógicos utilizados no ensino-aprendizagem consideram os indivíduos a partir de uma multiplicidade de valores. Um ser humano é o que é devido às suas inúmeras características, ao contexto em que vive e à forma como “transita” pelo mundo. Tão importante quanto os conteúdos e as práticas educativas são, é a atenção dada às competências socioemocionais.

O êxito e o fracasso, ao contrário do que muitos acreditam, não são determinados por características genéticas e imutáveis. Diversos estudos recentes já indicaram que grande parte dos circuitos cerebrais humanos é flexível e pode ser aperfeiçoada. Por isso, a importância de essas habilidades serem praticadas pelos profissionais e incorporadas aos sistemas de ensino.

Assim como acontece com os conteúdos curriculares e as noções de comportamento, as habilidades socioemocionais precisam ser trabalhadas. Sem dúvida, essa responsabilidade passa pela família da criança, mas as instituições de ensino têm também essa atribuição.

A escola colabora no desenvolvimento das competências possibilitando o trabalho com as emoções e os sentimentos de forma geral. Isso é permitido a partir de um projeto com aulas, salas multimídias, troca de experiências entre os profissionais, apoio dos pais e muita criatividade dos professores. Conviver mais socialmente, participar da vida em comunidade é importante para aprender a lidar com diferenças de idade, valores, criação, algo que se transporta para o ambiente corporativo.

Muitas escolas são muito organizadas em torno de um modelo em que o professor tem todo o conhecimento e apresenta-o em um estilo de palestra. O ambiente de trabalho não se parece em nada com isso – é um ambiente fluido, em que trabalhadores são constantemente colocados em equipes para resolver problemas não estruturados, e as pessoas têm papéis múltiplos.

É fundamental que as escolas repliquem isso, para que se pareçam mais com o ambiente de trabalho moderno. O processo de construção e aperfeiçoamento de habilidades pessoais deve ser permanente, tendo em vista que elas estão intimamente relacionadas à identidade das empresas e à matriz de imagem de marca das mesmas.

Desenvolva competências socioemocionais na academia do cérebro

As competências socioemocionais serão trabalhadas no currículo escolar a partir de 2020, de maneira transdisciplinar, e podem ser ainda mais estimuladas por meio do método Super Cérebro. O método, desenvolvido com o conceito de academia do cérebro, utiliza ferramentas inovadoras e exclusivas como o Soroban (ábaco japonês), jogos importados premiados e desafios criativos para desenvolver novas formas de pensar e, ainda, estimular a mente.

O método Super Cérebro desenvolve competências que vão fazer a diferença na hora de se destacar no mercado de trabalho. Entre em contato com a unidade mais próxima e agende uma SUPER aula experimental. Acesse! www.supercerebro.com.br

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